quarta-feira, 1 de julho de 2015

Rendição

Supera qualquer tipo de sentimento chegar a conclusão de que eventualmente erramos quando achamos ter certeza de que o "pra sempre" não tem prazo de validade. Nada supera a sensação vazia de ter o coração "oco" outra vez, não ter pra onde ir ou esperar pelo que nunca vai chegar. Nada supera essa certeza de que mais dia, menos dia, aquele sentimento inconveniente de carência vai bater na sua porta esperando que você estenda as mãos pra qualquer história de amor clichê. Como nos convencemos, apesar de tudo, de cometer os mesmos erros? O desejo de liberdade, enfim, rendeu meu coração.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Promessas mal feitas

Ter o coração vazio novamente foi como sentir que eu tinha controle sobre tudo outra vez. Faz tempo que deixei de acreditar em coisas que não existem. Me permitir aceitar isso foi o primeiro passo pra esvaziar o coração de mágoas e arrependimentos. Sempre há muitas possibilidades lá fora. A culpa se limita a promessas mal feitas, sempre. Que continuemos vivendo, apesar das incertezas. Isso já nem dói mais.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Carta sobre alguém

Chegamos tantas vezes a "quase acreditar" no amor que colecionamos cicatrizes. Às vezes a gente só precisa de alguém que entre na nossa vida sem esperar nada em troca disso. Alguém que saiba dizer adeus sem te fazer perder o chão. Que sempre pense nas consequências de cada decisão. Que não diga "eu te amo", da boca pra fora. Que não assuma um relacionamento apenas por medo de ficar sozinho. Que não te faça se sentir mal por ser diferente. Que te inspire a ser uma versão melhor de você mesmo. Que entenda que ninguém é como aquela música que ouvimos várias e várias vezes até enjoar, e que depois você descarta quando descobre uma "melhor". E que nos faça acreditar que esse negócio de amor realmente existe e que apesar de tudo vai ficar tudo bem. Precisamos disto, nem que seja por alguns minutos.

E não adianta tentar fugir: lá vem a vida nos ensinar, mais uma vez.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sobre possibilidades

Imagina se a gente tivesse o por quê de todos os problemas que por acaso temos que enfrentar. Irreal demais pra ser verdade. A vida consegue ser perfeita em todas as suas possibilidades, não nos cabe dar um sentido viável pra cada lágrima que derramamos. A parte do sentir é tão bonita com todos seus possíveis erros e enganos que nada a torna tão pequena em meio a tudo que vivemos. No final descansamos de forma plena nossa cabeça no travesseiro esperando que ele absorva todas as mágoas, as quais se dissolvem em pequenas lembranças. E são todas elas que fazem de nós quem realmente somos.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Memórias

Memórias não são como qualquer rabisco que se apaga fácil. E eu, pra falar a verdade, não me arrisco a tentar achar lógica em certas situações da vida. Faz alguns meses que eu tenho repetido certas lembranças em minha mente, involuntariamente. E são muitos momentos guardados, dezenas deles, milhares. Examinei, avaliei um por um, cada um deles repetidamente. Cheguei a conclusão de que erramos quando previamente definimos que as crises existem apenas pra nos derrubar. Como podemos ser tão tolos a ponto de achar que toda dor nunca tem fim? Imaturidade apenas. Sempre haverá um lugar aconchegante pro nosso coração descansar, devemos apenas nos permitir. Memórias são pequenas histórias que contamos pra nós mesmos, lembrando nosso coração de que laços não são algemas.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

(...)

"Não posso me ferir por alguém que não me cicatriza."

segunda-feira, 14 de julho de 2014

(...)

Eu não me arrisco a tentar achar lógica em certas situações da vida.

domingo, 29 de junho de 2014

(...)

"Vão tentar derrubar, que é pra me ver crescer e às vezes me matar, que é pra eu renascer."

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Sobre esquinas e adeus

Há algo de patológico em querer buscar o que te destrói. Existir na vida de alguém é muito mais do que andar de mãos dadas por aí. A dor pode nos ensinar muito mais do que podemos imaginar. Quando chegamos na primeira esquina do adeus a vontade que a gente tem é de desistir. Por que é que a gente não esquece do caminho que nos levou até lá? Que coração é esse que, apesar de tudo nunca desiste? Esse passado que carregamos, esse sentimento que não deixamos pra trás existe pra nos lembrar que cada história que vivemos tem um  significado e que nenhum deles existiu pra nos derrubar.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

(...)

Nunca se desculpe por se importar.

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