quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Amor não se pede

Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso. Será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso. Será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não. Amor não se pede, é uma pena. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe. (Tati Bernardi)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ar

Você está aqui, e eu sinto que posso estar em qualquer lugar. Eu sinto que eu sou o ar.
(Lucas Silveira)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sobre a solidão

Meus sentimentos de esvaem em solidão. Como se fosse posssível se sentir tão sozinho assim.  Já faz tanto tempo que a minha saudade é sua, que não existe outro lugar que eu possa ficar. Como é dificil sentir saudade. E por mais distante que esteja eu ainda sinto sua presença aqui. Nada se compara ao fato de sentir seu coração explodindo, se desmanchando em mil pedaços. Eu não consigo mais entender o que se passa dentro dele. Só preciso mantê-lo sob controle. Não sei mais se vale a pena sentir. É como se essa dor nunca fosse ter fim. Eu sinto como se isso nunca fosse acabar. Desisti de esperar.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

(...)

I tried to stay away from you, but I can't.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

(...)

Tudo seria diferente se a gente não se escondesse tanto assim. 
(Lucas Silveira)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Esperas

Então eu te disse que me doíam essas esperas, esses chamados que não vinham e quando vinham sempre e nunca traziam nem a palavra e às vezes nem a pessoa exata. E que eu me recriminava por estar sempre esperando que nada fosse como eu esperava, ainda que soubesse. (Caio F. Abreu)

sábado, 3 de dezembro de 2011

(...)

E por mais distante que esteja eu ainda sinto sua presença aqui.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

(...)

E lá vem você me olhar apaixonado e, no segundo seguinte, frio. E me falar para eu não sofrer e para eu ir embora e para eu não esperar nada e para eu não desistir de você. E eu me digo que não é você. Porque, se fosse, meu sono seria paz e não vontade de morrer. Me despeço, já sem aquela dor aterrorizante, das partes de você que mais amo. Ainda que eu nem te ame mesmo. E me despeço das partes da sua casa que eu mais amo. Ainda que nada disso seja amor. E entro no carro já sem chorar. Os últimos três anos chorando por você serviram ao menos para me secar por dentro. Preciso me aliviar. Mas dou até risada porque acabaram os caminhos. O mundo não suporta mais esse meu não amor por você. Meus amigos espalmam a mão na minha cara e já vão logo adiantando que se eu pronunciar seu nome, eles vão embora sem nem olhar para trás. Remédios só me deixam com um bocejo químico e a boca do estômago triste, mas não tiram você do meu coração. (Tati Bernardi)

domingo, 27 de novembro de 2011

(...)

Desisto de tentar esquecer. Não vale a pena.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sobre coisas que valem a pena

Existem coisas que a gente não precisa ouvir, mas por mais que a gente tente elas não passam por desercebidas. Tenho muitas coisas incompreendidas dentro de mim, as quais nem sei porque ainda existem. Não, eu não consigo esquecer. Simplesmente não consigo fechar os olhos sem pensar no quanto a realidade é diferente. É tão mais seguro fechar-se contra tudo e todos, aparentemente. No entanto sempre acabamos nos deixando levar pelo sentimento. Cegamente. E sempre querendo ir mais além, sem pensar no que possa acontecer. E é no final do dia, colocando a cabeça no travesseiro que percebemos o quanto valeu a pena. E sempre vale.

domingo, 20 de novembro de 2011

(...)

A vontade de sanar esse frio me trouxe até você. E, agora, com teus passos ecoando junto aos meus, acho que não consigo mais andar sozinho. E, mesmo que eu consiga, não quero fazê-lo. Hoje eu sei como é a sensação de acordar e ver que aquele sonho antigo nada mais é do que a atual realidade.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

(...)

E eu finalmente descobri que a vida continua sem você, que o meu mundo ainda gira quando você não está por perto.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O que sentir

O problema  que tem sido cada vez mais comum na minha vida  é quando não sei o que sentir ao ver algumas pessoas. (Lucas Silveira)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

(...)

Mas chega, se não houve troca, chega, porque amar sozinho é solitário demais, abandono demais, e você está nessa vida para evoluir, mas não para sofrer. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz. (Tati Bernardi)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

(...)


Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

(...)

Tu não me ouves mais, na ilusão de que o silêncio vai me remover dos teus pensamentos.
(Lucas Silveira)

sábado, 29 de outubro de 2011

Memórias perdidas

Estranho é ser tomado por tanto sentimento, sabendo que é algo que não se pode impedir. Tem dias que a gente acorda diferente, esperando das pessoas mais do que elas podem nos oferecer. Tem dias que acordamos fechando os olhos pra tudo à nossa volta. O que a gente não sabe é que o dia pode ser mais feliz do que a gente esperava. E na maioria das vezes é. Foi vasculhando antigos sentimentos que encontrei dentro de mim memórias as quais eu julgava perdidas. Às vezes tudo que a gente tem que fazer é esquecer antigas mágoas e seguir em frente. Por mais difícil que seja perdoar. Preenchi meu coração de esperança. E não há ninguém que possa tirar isso de mim. Preciso começar a pensar menos e viver mais.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

(...)

Eu transformei tua casa numa bagunça. Tu transformou minha vida. Justo.
(Esteban Tavares)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Perdoar

Te perdoar é voltar a ter boas memórias ao ouvir a tua voz.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A encomenda

Todos os nossos pensamentos e atitudes são como uma encomenda anônima que a gente faz pro destino. Inconscientemente, queremos que nossas ações desencadeiem uma série de acontecimentos cujo roteiro já foi definido na nossa cabeça. Antes dos 10 anos a gente aprende: não é assim.
A gente costuma achar que o mundo inteiro pensa da mesma forma que a gente. A gente costuma achar que somos amados pelos mesmos motivos pelos quais amamos. Mas se as rosas que eu jogo ao vento te ferem como flechas, de quem é a culpa? Minha que não é.
Por essas e outras é que as pessoas vivem doentes, na incessante busca pelos 100% de satisfação. A gente apelida essa utopia de ‘amor perfeito’, de ‘amor de verdade’ e de inúmeras coisas, como se o amor – puro e simples – não fosse o bastante. E o amor – simples, sem adereços – já é tão complexo, tão raro, que muitos que conheço já se aproximam dos 30 sem saber o que é.
A gente ama e, inconscientemente, encomenda um amor igual. O que nos bate a porta não é menor, não é pior, é diferente. É o amor que um outro alguém construiu, esperando receber em troca um espelho do que sentia. (Lucas Silveira)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

(...)

Ele parece não querer saber.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

(...)

Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava. Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo. Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu. Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo. Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza. Sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter. Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria. (Tati Bernardi)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

(...)

Eu tenho uma ferida de cada lugar em que deixei guardada a solidão.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sobre coisas que aprendemos

Passei a me questionar. Não se trata de sorte quando você encontra no seu caminho alguém que realmente se importa com você. E realmente não é. Hoje eu só queria fechar os olhos com a certeza de que ao abri-los nada estaria diferente, que os sentimentos continuariam no mesmo lugar. Não consigo mais acreditar na idéia de que tudo vai ser perfeito sempre. Foi o que eu aprendi. Às vezes eu me perco no meio de tanto sentimento. Tem me faltado espaço pra sentir outras coisas. Não consigo viver de incertezas, elas já não me satisfazem mais. É estranho sentir que nada mais faz sentido. É que e as vezes eu sou tomada por uma incerteza, que eu não sei explicar. Isso não me faz bem. Na verdade eu não sei mais o que pensar. Definitivamente não sei.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

(...)

Você ainda vai me amar pela manhã?

sábado, 1 de outubro de 2011

Memória

Como é que tu pretendes lidar com isso? Conheço mil formas de se proceder; mais da metade delas parecem mais sensatas, ao meu ver. Nessa constante mudança de mares, tenho fugido para cada vez mais longe da fumaça dessas explosões. Hoje, distante a ponto de te ver como um minúsculo ponto próximo à curva do horizonte, encontro-me às portas de uma nova vida, aquela vida que eu sempre procurei: viver procurando. A memória recente de uma longilínea silhueta ornada pelos iluminados prédios da metrópole, mesmo sendo fruto de um mero retrato imaginário e possivelmente efêmero, tem me guiado para longe da tua guerra. E para cada vez mais longe da terra firme. Aqui a água é fria, e a hipotermia me força a dar braçadas cada vez mais convictas, em sentido oposto ao dos teus passos. (Lucas Silveira)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

(...)

Você nunca me conheceu como eu conheci você.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Não quero acordar

Você sabe como é ter o coração partido? É sentir que nada mais em você faz sentido. É olhar pra dentro de si e ver um espaço vazio. Ultimamente eu não tenho conseguido fechar os olhos sem que essa tristeza transpassasse em minha mente. A realidade é diferente do que a gente deseja que seja. Quando percebemos que as coisas não são como a gente esperava o mundo cai aos nossos pés. Eu sempre preferi fugir de coisas que me faziam perder o controle. Por mais sedutora que seja a noite, todo mundo precisa de um lugar pra onde voltar. Não consigo dormir direito e não quero acordar e perceber que tudo mudou. Eu não quero acordar.

sábado, 24 de setembro de 2011

Controle

A gente pensa que tem controle, mas as frases que pensamos e não tivemos coragem de falar nos fazem abrir os olhos pra realidade: nós não temos controle sobre nada.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

(...)

Existe sempre alguma coisa ausente. Acho que a gente tem que vencer. Ou lutar. E ficar bem. Feliz. Criar. Fazer. Se mexer. Vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas. Eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Um café e um amor. Quentes, por favor. Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É aceitar doer inteiro até florir de novo. Não era possível evitar por mais tempo uma onda que crescia, barrando todos os outros gestos e todos os outros pensamentos.A verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou. Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol. Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém preenche. E penso e repenso e trepenso em você aí. Tá tudo bem assim. (Caio Fernando Abreu)

domingo, 18 de setembro de 2011

(...)

Sinto tanto tua falta, que mal sobra espaço pra sentir outra coisa.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

(...)

Mas ainda sofro ao cruzar meus olhos com os teus.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sobre o que não pensar

Qualquer outro sentimento que entre no meu coração agora não vai me servir pra nada. E mesmo que eu quisesse, não consiguiria sentir menos. Não sei mais no que pensar quando eu tento não pensar em você. Essa onda de sentimentos não tem tamanho. Sinto que ela vai me derrubar a qualquer momento. Aquela coisa de ter o seu coração preso a alguém de tal forma que acaba perdendo o controle sobre o que sentir. Até que você decide não mais fugir. Deixei de me importar com esses detalhes no momento em que percebi que não tinha mais controle sobre nada. Qualquer outro sentimento que eu pudesse sentir não seria suficiente.  Hoje eu me desafio a pensar em qualquer outra coisa que não esteja relacionada a você. Sempre fui dramática demais, ainda não consegui abrir os olhos pra coisas as quais não quero enxergar. Me faltam palavras, me faltam idéias, mas me sobra essa vontade de sentir o coração explodindo, sem perceber. Droga coração, você venceu de novo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

(...)

Você nunca soube cultivar em mim o amor que você quer.

sábado, 10 de setembro de 2011

(...)

Eu ainda não consegui abrir os olhos 
pra coisas as quais não quero enxergar.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sobre sobreviver

E quando você percebe que o sentimento cresceu de uma forma tão grande que já não cabe mais no peito? Sabe  quando você sente seu coração se partir? Aqueles pequenos pedaços que ficam pelo chão não te tornam mais fraco. É com eles que você vai construindo seu escudo. Não é a última nem a primeira vez que isso vai acontecer, acredite. Você não escolhe sentir essa dor, mas é ela que te faz acordar todos os dias em busca de um sentimento melhor. A gente sempre sobrevive, querendo ou não.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

(...)

Você não irá a lugar nenhum sem mim.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

(...)

"Se eu deitasse aqui, se eu apenas deitasse aqui
Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?"
(Snow Patrol - Chasing Cars) Ouça a música | Baixe a música

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Apnéia

A gente passa a entender o amor quando percebemos que não conseguimos mais viver sem ele. Não se trata só de carência, quando todas as horas do dia não são suficientes pra pensar em alguém. E, às vezes realmente chegamos a acreditar que existe uma parte vazia no nosso coração, que precisa ser preenchida. A parte que nos completa, finalmente. Por mais que tentemos não dá pra controlar. Nos machucamos sem perceber, quando tentamos fugir da felicidade de encontrar alguém que possa segurar nossa mão. Não sabemos o que sentir quando na verdade tudo que a gente precisa é perder o ar por alguns segundos e involuntariamente.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

(...)

Não ruiria de repente se você olhasse um pouco mais pra mim.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

É claro que tá tudo escuro

Algo me diz que perdemos algo.  Pode ser que não seja nada demais. Pode ser que seja a coisa mais importante do mundo. Não faz diferença. A coisa mais importante do mundo, não é nada demais. Você acha que o amor é tudo na vida e, de repente, vê que não sabe nadar. É, você não sabe nadar. E se o avião cair no mar? O amor vai te salvar? Não, a natação vai te salvar. E se você escorregar na piscina? E se o barco afundar? E se um tsunami atingir a tua praia? Eu tô nadando contra a corrente. (Esteban Tavares)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Gostar

Cansei de quem gosta como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até as duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E não tem pensar. E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa para recuar ou atacar. Eu eu gosto de você porque gostar não faz sentido.

Permita-se. Se você acha que no fundo mesmo, apesar de todas essas reuniões e palavras em inglês que só querem dizer que você não sabe o que está falando, o que importa é ter pra quem mostrar que saiu o arco-íris. Permita-se. Porque eu não quero que você tenha essa pressa ao ponto de ajudar com as próprias mãos. Eu quero que você sinta esse prazer que chega aos poucos. E mata tudo que há em volta. E explode os relógios. E chega aos poucos ainda que você ainda não saiba nem quem é pouco e nem quem é lento. Porque você morre. Se você prefere a vida quando se morre um pouco por alguém. permita-se.

Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer. porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais.

Eu não queri ir embora e esperar o dia seguinte. porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enrroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum aquilibrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos. (Tati Bernardi)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

(...)

Às vezes eu realmente chego a acreditar que está faltando uma parte de mim.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Guerra e escavações torácicas

Cada pessoa lida com os acontecimentos do seu jeito. Isso me fascina. Isso me assusta, também. Tem gente que é de guerra, gente de paz, e ainda há aqueles que preferem manter-se alheios a tudo que se passa ao seu redor.
Certo dia olhei para os meus pés e vi que não mais havia âncoras presas aos meus tornozelos. Noutro dia estava em outro mar, depois em outro, em outro… me acostumei a apenas assistir de longe a segurança da terra firme. Ela já não me atrai mais. Seria essa, a vida que eu sempre procurei? Aí é que reside o cerne da questão. A vida que eu sempre procurei é, justamente, viver procurando. É eternamente cavar fundo até encontrar, em peito alheio, um coração parecido com meu.

Tenho desistido da ideia de eterna felicidade. Desisti. Os momentos que a gente chama de bons momentos só são chamados assim porque existem também aqueles que queremos esquecer. Bons momentos são bombas de endorfina que amolecem os espinhos que nos insistem em perfurar as partes onde nossa pele é mais fina. E essas partes são muitas, principalmente quando estamos despidos de armadura (sempre?). Tendo isso em mente, faço o que está ao meu alcance para que esses momentos sejam numerosos, visto que eles jamais são duradouros. Endorfina vicia.
Tenho assistido a guerras, e não são as da tevê. Em mares que tangem os meus, existem explosões tentando atrair meus olhos. Explosões que pulverizam no ar todo tipo de sentimentos nocivos, perigosos. Quando tudo na nossa vida está em seu devido lugar, não nos passa pela cabeça a ideia de propalar aos quatro ventos essa falsa felicidade. Muito menos, os espinhos, que são de verdade. Forjada com lágrimas contidas, a felicidade anunciada se derrete com a chegada do primeiro sinal do amanhecer. Eu já fui para longe, e te deixo ir, contanto que não olhes mais para trás. Não com essa cara, e não com essas palavras escritas na testa.
Como é que tu pretendes lidar com isso? Conheço mil formas de se proceder; mais da metade delas parecem mais sensatas, ao meu ver. Nessa constante mudança de mares, tenho fugido para cada vez mais longe da fumaça dessas explosões. Hoje, distante a ponto de te ver como um minúsculo ponto próximo à curva do horizonte, encontro-me às portas de uma nova vida, aquela vida que eu sempre procurei: viver procurando. A memória recente de uma longilínea silhueta ornada pelos iluminados prédios da metrópole, mesmo sendo fruto de um mero retrato imaginário e possivelmente efêmero, tem me guiado para longe da tua guerra. E para cada vez mais longe da terra firme. Aqui a água é fria, e a hipotermia me força a dar braçadas cada vez mais convictas, em sentido oposto ao dos teus passos.

As baixas que a nossa guerra fria estampa nos jornais são justamente os sentimentos bons, os sorrisos verdadeiros e as memórias que valiam a pena serem guardadas.
Mortos um a um, restam apenas os feridos: eu e tu. (Lucas Silveira)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

(...)

Me recordei rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi por ainda não estar preparada para elas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade em ser permanente.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O último recurso

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: Não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue. Outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho, o de mais nada fazer. (Clarice Lispector)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Carência

Talvez seja só carência.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

(...)

Foi tentando encontrar o amor que eu me perdi.

sábado, 6 de agosto de 2011

(...)

Há pouco estávamos aqui, enxergando um ao outro de uma distância que pode ser medida com os dedos de uma mão. (Lucas Silveira)

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