sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A encomenda

Todos os nossos pensamentos e atitudes são como uma encomenda anônima que a gente faz pro destino. Inconscientemente, queremos que nossas ações desencadeiem uma série de acontecimentos cujo roteiro já foi definido na nossa cabeça. Antes dos 10 anos a gente aprende: não é assim.
A gente costuma achar que o mundo inteiro pensa da mesma forma que a gente. A gente costuma achar que somos amados pelos mesmos motivos pelos quais amamos. Mas se as rosas que eu jogo ao vento te ferem como flechas, de quem é a culpa? Minha que não é.
Por essas e outras é que as pessoas vivem doentes, na incessante busca pelos 100% de satisfação. A gente apelida essa utopia de ‘amor perfeito’, de ‘amor de verdade’ e de inúmeras coisas, como se o amor – puro e simples – não fosse o bastante. E o amor – simples, sem adereços – já é tão complexo, tão raro, que muitos que conheço já se aproximam dos 30 sem saber o que é.
A gente ama e, inconscientemente, encomenda um amor igual. O que nos bate a porta não é menor, não é pior, é diferente. É o amor que um outro alguém construiu, esperando receber em troca um espelho do que sentia. (Lucas Silveira)

2 comentários:

Ivy Timo Rocha disse...

Excelente texto, desculpe a invasão...rsss. Gosto de blogs que enfatizem o que também acredito ser enriquecedor pro nosso aprimoramento. beijos e bom fim de semana.

marcela disse...

Olá Julie, linda post. Sempre esperamos do outro o que projetamos...e isso é tão irreal!
Cada um só pode dar o q tem e nem sempre é o q desejamos. A sabedoria está em não ter expectativas em excesso, pois elas sempre estão de mãos dadas com a frustração.
Bjos

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