quinta-feira, 30 de junho de 2011

Silencioso

É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade. (Clarice Lispector)

domingo, 26 de junho de 2011

(...)

"Eu quero ir a algum lugar em que nunca estive e eu gostaria de ir com você."
(Do filme: 500 Days Of Summer)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

(...)

Estranho é quando a gente já não sabe mais o que sentir.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Meias-verdades

É chegado o dia em que a gente vai parar de fazer as coisas pela metade, para fazê-las de verdade. Não mais direi meias-palavras, muito menos acreditarei em meias-verdades. Eu quero a verdade por inteiro, e quero que ela seja dolorida, se tiver que ser, ou prazeirosa, ou como eu bem quiser - mas que seja de verdade. (Lucas Silveira)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Listen

Mas todo mundo ama alguém a mais, ou nunca amou.
Prove que o amor é pra quem não sabe o que o quer, bem como eu sou.
Eu sei, você esqueceu. Veja o que aconteceu (...) 
(Esteban - Eu sei  Você esqueceu) Ouça a música Baixe a música

(...)

É difícil alguém não ter sentimentos, é algo típico do ser humano, mas tudo tem a sua exceção. Existem sim pessoas que conseguem não sentir o que a maioria das pessoas sente, que não conseguem se emocionar nem com as piores situações. Antigamente eu tinha inveja dessas pessoas, eu queria ser insensível, eu não queria sentir essas “coisas”, eu não queria sofrer. Eu ficava revoltada em sentir tanta coisa por causa de uma única pessoa, em tremer dos pés a cabeça por um sentimento que vai muito além do que posso controlar, eu não queria sentir falta disso, queria me acostumar a ser uma simples observadora, sem me envolver. Não deu. O tempo passou e percebi que… Uau! Isso é maravilhoso. Para que fugir? Nada substitui o coração acelerado, as mãos suadas, o frio na barriga, são sensações únicas e maravilhosas. Eu não vou fechar os olhos para a realidade, eu sei que nada é como nos contos de fada, mas eu tenho coragem para seguir em frente. Se eu cair feio? Bom, ai eu levanto.

sábado, 18 de junho de 2011

(...)

E pra você, desejo sorte. Pra mim, desejo aprender com quem realmente pode me ensinar. Para todos nós, um psiquiatra, por favor. (Esteban Tavares)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

(...)

Há momentos em que o incerto  pode ser a coisa mais concreta e correta 
que poderíamos ter em mãos.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Antigos erros

A gente percebe o quanto mudou quando olhamos para trás vemos o tamanho dos nossos erros. E sim, a gente erra muito. A verdade é que exageramos, transformamos completamente os sentimentos dentro de nós. Fazemos isso como se fosse a coisa mais simples do mundo. Tudo fica fora do lugar. Inventamos sentimentos pra preencher o vazio que fica quando alguém vai embora. Tolice. Esses sentimentos, na maioria das vezes nem sequer existem de verdade. A gente cria um lugar próprio, e ficamos lá escondidos por muito tempo, fugindo da realidade. O fato de não sentir nada nos sufoca, não importa como as coisas aconteçam, tudo o que a gente quer é sentir algo outra vez. Aquela sensação estranha de não estar triste nem feliz, de não saber aonde ir, nos faz perder o ar. Temos a mania de querer encontrar o sentido de tudo, como se isto fosse possível. Então a gente percebe que as coisas mais interessantes são as que não fazem o menor sentido. Então deixamos de nos importar, porque nada que possamos fazer vai mudar isto.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Pequenitude das Coisas

Lembro de uma fixação latente por mãos. Talvez ela nem saiba que tem mãos ansiosas. Ela não quer saber de uma porção de coisas. Talvez saiba demais. Talvez eu a tenha deixado saber demais. De boca fechada, meus olhos gritam mais alto que o barulho da tevê que ilumina o quarto. Lembro de fechá-los por vontade própria, a fim de que ela não me visse despido de tudo que eu crio pra que ela não preste muita atenção em mim.

Distrações. Uma grande orquestra tocando uma pequena canção. Detalhes singelos que ganham proporções quase épicas. As mãos ansiosas. Lembro de jogar pedras naquela janela para, quem sabe, enxergar através das brechas algo que me mostre que eu não sou o único perdendo a razão aqui, nesse sofá. Sinto que somos como dois carrosséis que giram em sentidos opostos. Eu não quero saber o que acontece quando estamos de costas um para o outro.

Há pouco estávamos aqui, enxergando um ao outro de uma distância que pode ser medida com os dedos de uma mão. Em meu carpete, marcas de sapatos que viajaram o universo procurando sentir aquilo. E eu senti tudo aqui, quieto. Fechava os olhos sempre que sentia os meus pensamentos tentando saltar através das órbitas. Tive medo de vê-los derramados pelos lençóis, de vê-la olhando atônita para aquilo tudo, como se não fosse capaz de ouvir os meus olhos gritando.

Já tive sentimentos imensuráveis. Imensurável também era tudo que vinha agregado ao fato de sentir algo que não cabe no peito. A orquestra foi perdendo, aos poucos, seus membros mais importantes, até que o desfalque era tamanho que me feria os ouvidos. Uma desafinada sinfonia, sem melodia nem cadência, conduzida por um maestro que não está mais lá. Hoje minha filarmônica ensaia um movimento diferente, que eu tento chamar, mas não consigo, de distração. Uma grande orquestra tocando uma pequena canção.

E a música dela é nova, é rara, é curta, e quase nunca toca no meu gramofone. Mas é no mesmo tom da minha. Ela parece não saber que cada nota ficou na minha cabeça, como uma partitura escrita pelas paredes da minha casa. Ela parece não querer saber. Mas cá estou eu, sempre falando um pouco demais. (Lucas Silveira)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

(...)

Tenho medo do vento que passa arrancando partes de mim e das pessoas que me envenenam, matando partes de mim. Não quero ouvir ninguém, não quero saber de nada, não quero sentir nada. Quero esperar você voltar reta e dura como uma estátua, porque tenho medo de me espalhar pelo mundo e nunca mais ser sua.
(Tati Bernardi)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Reencontro

Prefiro acreditar que não nos dissemos adeus. 
Mas que nos separamos para que o destino nos dê um reencontro feliz. 
(Beeshop)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

(...)

Quando a gente não tem uma pequena almofada de veludo pra nela acomodar todos os sentimentos que julgamos ser bons, o "melhor de nós", aquele brinquedinho que é tão brilhante que a gente esconde de quase todo mundo, porque é bonito (precioso) demais (podem roubar), e também pra não ficar ligando toda hora, gastando pilha - enfim, me perdi no aposto - (continuando) quando a gente não tem essa superfície macia, a gente fica segurando na mão, dentro de um saquinho, de pano. 

O tempo passa e tu enches o saco de ficar segurando aquilo, quase esquecendo do quão bonito é aquele brinquedinho, e esquecendo de vez, depois. Tu esqueces porque tu não abres esse saquinho há tanto tempo que nem se lembra mais o que tem dentro. São tantas as distrações.

Aí tu começas a deixar ele no chão. Foda-se. Em qualquer canto, em qualquer lugar. Perde, até, ás vezes. Aí encontra sem querer, no meio das tuas roupas. Aí perde denovo. Nem se lembra que um dia teve esse brinquedinho, nem pra que ele serve. Aí sim.

É aí que chega o alguém. Aquele (a, es, ou as) mesmo. Nada nesse mundo te faria acreditar que existiria alguém assim, tão... tão... bom. Tu vais ao cinema, ver um filme qualquer junto dessa pessoa, um Almodóvar da vida, no Espaço Unibanco ali da Augusta, que seja. Tudo se torna tão especial, fica tão cheio de significados que você se entusiasma. "Eu te daria o mundo, agora, se eu conseguisse". "Não precisa me dar o mundo, me dá qualquer coisa brilhante, um brinquedinho".

Tu tateias os bolsos. Moedas, palhetas, notas fiscais, preservativos e cartões de visita. Tu perdeste o brinquedinho. Não adianta procurar, também. Esse é o tipo de coisa que, quando a gente encontra, a gente não devolve. Não tem dono, não tem nada escrito. Faz parte do mundo e tem um pouco do melhor que há em cada um de nós. E brilhava. (Lucas Silveira)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

(...)

Me mostra. Cadê esse amor? Eu não o vejo. Não posso tocar nele. Eu não sinto. Eu te ouço, escuto umas palavras. Mas não posso fazer nada com suas palavras vazias. 
(Do filme: Closer, Perto demais)

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